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Revolução [Resenha]

Apr 25 • Novidades, Review • 1201 Views • No Comments on Revolução [Resenha]

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Por Thiago Prata

É possível fazer uma revolução sem armas, sem derramamento de sangue e sem a morte de homens honrados que brigavam por um ideal? Para este quarteto de Belo Horizonte, sim. A música criada pelo guitarrista e vocalista Johnny Kiff, o baterista Abner Davi, o baixista Silas Lopes, que também é o atual produtor do conjunto, e o novo integrante, o guitarrista Ekson Wallace, é um convite a uma reflexão. Eles acreditam piamente que “as bombas atômicas podem virar flores” (como está escrito no blog do grupo). Basta a você dar a estes revolucionários da paz uma chance de serem ouvidos. E é bom que seja dito: vale a pena ouvi-los.

O som que sai dos amplificadores é um pop/rock direto, sem firulas e cheio de poesia nas letras. Aliás, o próprio Johnny prefere ser chamado de poeta, e não de cantor. Logicamente, é o tempo que irá dizer se este jovem talento se tornará um novo Cazuza, Raul Seixas ou Renato Russo. Mas brilho para criar hinos de amor e sonhos ele tem de sobra.

1606987_668377613214168_368750483_nAs letras do cantor/poeta são proliferadas em meio a uma propagação de riffs e bases típicas do estilo. Não espere um som agressivo ou o ritmo acelerado e despojado do punk e do hardcore, mas sim o clássico pop/rock brasileiro. Aqui e ali, é possível detectar vários ícones do rock nacional como influências, como Barão Vermelho. Mas, após algumas audições, é notório também uma pegada meio U2 em alguns riffs.

No entanto, se estão tentando ‘refazer o mundo’, como os próprios integrantes afirmam, não seriam eles ‘punks’? Sim! Sem dúvida alguma, neste sentido, eles carregam uma bandeira com ideais daquilo que acreditam. E a crítica social vem através de questionamentos do eu interior de cada ser humano: por que o homem não consegue viver em paz com outros da mesma espécie? Por que busca muitas vezes o caminho da violência?

O drama vivido por brasileiros no dia a dia é retratado em várias músicas do quarteto. Uma das canções que comprovam a insatisfação da banda com o contexto atual do país é “Guerra Civil, Guerra Imbecil”: “Morre mais um inocente, morre mais um culpado. O Brasil assiste novamente um assassinato planejado. Tiroteios na escuridão, a violência é autodestruição. Guerra civil, guerra imbecil”.

Em outro grande momento de reflexão, na música “Você só pensa em dinheiro”, Johnny coloca em xeque os valores das pessoas, que parecem se preocupar mais em ganhar dinheiro do que em viver: “a ganância te fez um ser alienado”.

Para quem está curioso em conhecer o som da banda, compareça à nona edição do festival RIFF, no dia 18 de maio. O Revolução estará no mesmo palco de Coiotes S.A., Motosserra Truck Clube, Sflexia, Matanza Tributo, Arlandria e Purahei 64.

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